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Audiência discute os perigos da exploração do urânio em Caetité
  • Audiência discute os perigos da exploração do urânio em Caetité

  • Postado em 23, abr 2014 por: Anderson Ferreira

A exploração do urânio em Caetité, no sudoeste baiano, tem gerado muita polêmica devido aos riscos da mina que pertence às Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), com unidade industrial no município. Segundo o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Firpo, a exposição a níveis elevados de radioatividade e as condições inadequadas de trabalho na mina de urânio da cidade baiana oferecem riscos à saúde dos trabalhadores e da população que habita o entorno.

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Fonte: : Silvano Silva

Um relatório preliminar sobre os problemas de saúde nas proximidades da INB, em Caetité, foi apresentado pelo pesquisador da Fiocruz em debate público ocorrido no último dia 11 de abril, na Universidade Estadual da Bahia (UNEB), campus de Caetité. De acordo com o relatório, 21 casos de câncer foram confirmados na região e outros 114 são suspeitos. Todos eles e outros mais potencialmente associados às diferentes rotas de exposição, conforme os riscos e os perigos de trabalhos relacionados com a mineração do urânio.

Dos 21 casos confirmados, oito são de leucemia, os quais têm como vítimas jovens e crianças menores de 17 anos que vivem em comunidades próximas à empresa nuclear.

O relatório definitivo será divulgado pela Fiocruz em julho deste ano.

 

O outro lado

No site oficial da empresa (www.inb.gov.br), a INB nega que o trabalho com “o urânio contribua para aumentar os casos de câncer ou de qualquer outra doença decorrente da radiação do material nuclear”. A empresa afirma também que trabalha com urânio em estado natural e por isso não há riscos de que “a radiação emitida por esse material aumente com a atividade de mineração”.

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INB Caetité/Imagem da internet

 

A INB Caetité

Principal reserva nuclear do Brasil, a exploração do urânio, em Caetité, começou no ano 2000. A mina produz anualmente 400 toneladas de urânio concentrado e a meta, segundo a INB, é duplicar essa capacidade de produção nos próximos anos. No Brasil, 99% do urânio são utilizados na geração de energia. O 1% restante é usado para medicina e agricultura.

 

Fonte: Diocese de Caetité (facebook.com/diocesedesenhorasantana)

 

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Natural de Malhada de Pedras, é jornalista pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e pós-graduado em Comunicação e Marketing em Redes Sociais, pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC).



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