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Brigadeiro diz: atleta que não mostrar comprometimento pode ser desligado
  • Brigadeiro diz: atleta que não mostrar comprometimento pode ser desligado

  • Postado em 16, jul 2015 por: Nova Esperança FM 87.9

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Os atletas brasileiros que representam as Forças Armadas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto têm a obrigação de mostrar resultado e comprometimento. Este é o compromisso que eles firmaram para servirem ao Exército, à Marinha ou à Aeronáutica. Caso não, podem ser desligados. Prestar continência ante o pavilhão ou à bandeira nacional não está exatamente no rol de ações que caracterizam “comprometimento”. A explicação é do brigadeiro Carlos Amaral, diretor do DDM (Departamento de Desporto Militar) do Ministério da Defesa.

“Se o atleta obtiver um resultado ruim e, acima de tudo, demonstrar falta de engajamento, ele pode sim ser desligado do programa das Forças Armadas no esporte de alto rendimento”, disse o brigadeiro, responsável pelo departamento que seleciona os atletas que integrarão as Forças nacionais.

As Forças Armadas contam com mais de 600 desportistas contemplados pelo programa de apoio a 25 modalidades, 20 das quais fazem parte do programa dos Jogos Olímpicos. Em Toronto, foram 123 representantes da Marinha, Exército ou Aeronáutica na delegação brasileira, que contam com 590 competidores. Muitos deles, em Toronto, já bateram continência no pódio após a conquista de medalhas, seja elas de qual cor for.

“Continência é uma saudação militar. Não é uma obrigação prestar continência no hino ou à bandeira ali no pódio. Podemos bater continência a civis, por exemplo. É mandatório na saudação a um superior, e o superior também retribui o gesto. Mas não é uma exigência das Forças Armadas aos atletas”, disse o brigadeiro Amaral ao UOL Esporte. “Mas não posso negar que fiquei muito emocionado quando vi o Charles Chibana batendo continência no pódio. De casa, eu bati continência para ele, foi emocionante, vibrante demais, um grande gesto patriótico”, comentou Amaral.

Desde que os primeiros brasileiros passaram a subir ao pódio para serem premiados, notou-se um gesto em comum: a continência à bandeira ou ao hino. Toda a equipe do judô o fez, e alguns medalhistas da natação. “É pelo orgulho de representar as Forças Armadas”, resumiu o judoca Luciano Correa, ouro na categoria até 100 quilos.

Anualmente, os custos com salários de benefícios aos atletas gira em torno de R$ 15 milhões. Já o investimento para viagens, equipamentos e estrutura é compartilhado entre o Ministério da Defesa e o do Esporte, com um total de R$ 25 milhões.

A seleção se dá por meio de um edital público voltado para atletas de alto rendimento. É preciso apresentar um currículo com suas façanhas esportivas. Ele passa por um crivo do Comitê Olímpico Brasileiro e Ministério do Esporte. Se selecionado, o atleta passa por um curso expresso de formação de oficial e passará a receber salários mensais, que circulam na casa dos R$ 3.5 mil, férias remuneradas, 13º salário, e todos os outros benefícios que os demais militares têm direito.

“Fazemos uma seleção muito boa, muito criteriosa. Até agora, não houve caso de atletas que deixaram o programa por falta de comprometimento. São dois ramos de atividade muito ligados e complementares, esporte e serviço militar”, comparou o brigadeiro Amaral.

A meta dos militares é que 40% do total de medalhas conquistadas em Toronto durante este Pan sejam feitas por atletas atrelados às Forças. “Eles só fazem melhorar nossa representatividade”, opinou Amaral.

O selecionado pode manter-se atrelado à caserna por, no máximo, oito anos. Neste período, não precisa cumprir expediente diário em quartéis ou batalhões. Ele pode continuar vinculado a seu clube ou agremiação para seguir a rotina normal de treinamento. Eventualmente, é convocado pela comissõe desportiva militar de sua região para oficinas, cerimônias ou cursos de reciclagem. “É um modelo muito semelhante ao que faz a Itália com seus atletas olímpicos”, disse Amaral.

Após os oito anos de serviço, o atleta é dispensado das Forças Armadas, mas não tem direito a se aposentar como militar. Segundo Amaral, a ideia é que o programa de apoio ao esporte de alto rendimento deve ter continuidade após os Jogos do Rio-2016.

 

Fonte: UOL

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