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Católicos de Malhada de Pedras celebram 21 anos de morte de padre Ladislau Klener
  • Católicos de Malhada de Pedras celebram 21 anos de morte de padre Ladislau Klener

  • Postado em 28, nov 2014 por: Anderson Ferreira
Católicos de Malhada de Pedras celebram 21 anos de morte de padre Ladislau Klener

Católicos de Malhada de Pedras celebram 21 anos de morte de padre Ladislau Klener

Os alimentos ofertados serão distribuídos para famílias carentes da cidade. O jeito era uma prática comum na vida de padre Ladislau.

Os alimentos ofertados serão distribuídos para famílias carentes da cidade. O gesto era uma prática comum na vida de padre Ladislau. Foto: Aureni Caetano

A comunidade católica de Malhada de Pedras celebrou, nesta quinta-feira (27), a missa em memória aos 21 anos de morte de padre Ladislau Klener, que exerceu seu ministério sacerdotal por mais de quatro anos na cidade. A celebração, que começou às 18h, foi presidida pelo padre Osvaldino Caetano, natural de Malhada de Pedras e atualmente pároco em Rio do Antônio.

A igreja ficou lotada de fiéis, que vieram também de outros municípios para, mais uma vez, prestar homenagens e fazer orações pelo padre conhecido pela caridade e devoção à Nossa Senhora.

A quinta-feira foi também de visitas ao Memorial Padre Ladislau Klener, inaugurado no ano passado, onde estão expostos livros, artigos religiosos, objetos litúrgicos e roupas que pertenciam ao religioso. Na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, onde padre Ladislau foi enterrado, o dia foi também de homenagens.

 Testemunhos

Após as celebrações das missas, era um costume de padre Ladislau distribuir balas para os seus fiéis.

Após as celebrações das missas, era um costume de padre Ladislau distribuir balas para os seus fiéis.

Sempre rodeado de coroinhas, padre Osvaldino Caetano foi um dos primeiros jovens a ajudar padre Ladislau nas missas e em outros compromissos, como as viagens a Vitória da Conquista. Sacerdote há mais de 10 anos, ele conta que sua opção pelo seminário foi motivada por padre Ladislau, a quem, hoje, procura seguir os exemplos de vida que deixou. “Duas coisas que marcaram a história de padre Ladislau eram justamente o amor a Eucaristia e a devoção à Nossa Senhora, as quais eu procuro me espelhar. Ladislau não precisava de muitas palavras, o testemunho dele já dizia o próprio evangelho”, disse.

A professora Célia Farias, que também conviveu com o padre na juventude, disse guardar no coração os momentos com o líder religioso. “Ele tinha um carinho muito grande pelos jovens e sempre nos levava para viajar. As viagens eram marcadas por muita oração, rezávamos o terço e a liturgia das horas e, a cada cidade que parávamos, ele celebrava a santa missa”, lembrou a professora.

FOTO 5Para a aposentada Milza Rosa de Jesus da Silva, primeira catequista da cidade, a chegada do religioso, no final da década de 1980, impulsionou os trabalhos da comunidade. “Ele levantou a nossa paróquia, porque a nossa comunidade estava caída”, contou.

O funcionário público Francisco Natal de Souza disse se emocionar quando se lembra do sacerdote, que, segundo ele, era um homem fervoroso. “Quando eu passo em frente ao túmulo do padre, fico admirado, pensando como pode uma pessoa sair de um lugar tão longe, deixar seu país e sua família para evangelizar. Para mim, tem que ser uma pessoa de muita fé”, afirmou.

 

 

História

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Foto: Aureni Caetano

Natural da Hungria, padre Ladislau chegou ao Brasil em 1972, quando trabalhou por curto período na capital paulista, antes de vir para à Bahia. Em terras baianas, exerceu as atividades sacerdotais nos municípios de Tremedal, Piripá, Cordeiros, Aracatu, Presidente Jânio Quadros, Maetinga, Caraíbas e, por último, Malhada de Pedras, onde chegou em janeiro de 1988.

Vestido com batina preta e barrete (tipo de chapéu) da mesma cor, padre Ladislau andava sempre com o terço na mão, pois todo minuto do seu tempo era dedicado à oração. O amor aos pobres era a característica mais marcante do sacerdote, que não media esforços para ajudá-los.

O padre que dedicou sua vida aos pobres e a evangelização morreu em 27 de novembro de 1993, aos 66 anos, devido a um câncer no intestino. A data, desde então, é feriado no município e a missa em memória ao padre é celebrada todos os anos.

 

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Natural de Malhada de Pedras, é jornalista pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e pós-graduado em Comunicação e Marketing em Redes Sociais, pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC).



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