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Conta de luz terá reajuste mensal a partir de janeiro
  • Conta de luz terá reajuste mensal a partir de janeiro

  • Postado em 19, dez 2014 por: Anderson Ferreira

05-07-201301-04-07tarifas_contasA partir do ano que vem, é preciso ficar atento às contas de energia. É que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, no último dia 30 de setembro, os procedimentos comerciais para aplicação do sistema de bandeiras tarifárias. Agora, os consumidores saberão com antecedência, na fatura de energia, se o custo da eletricidade estará maior ou menor no mês seguinte, em função das condições da geração de energia no país. Segundo a Aneel, a nova operação passa a valer em janeiro de 2015.

Hoje, a variação no custo de geração da energia só é repassada aos consumidores uma vez ao ano, quando a Aneel vota o reajuste das distribuidoras. Nesse caso, a tarifa pode aumentar ou cair, dependendo de fatores como inflação acumulada nos 12 meses anteriores e do uso de termelétricas.

Entretanto, com a nova medida, de acordo com o governo, o custo adicional com a geração termelétrica vai ser repassado aos brasileiros de maneira imediata. Quando isso acontecer, o consumidor será informado, por meio das bandeiras, que a energia está mais cara naquele momento e que isso pode implicar em aumento na conta de luz no mês seguinte.

O sistema de bandeiras tarifárias vai funcionar assim: quando a bandeira estiver verde significa que as condições são favoráveis para a geração de energia e a tarifa não sofrerá acréscimo no próximo mês; com a bandeira amarela, as condições estão menos favoráveis e a tarifa terá um aumento de R$ 1,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; já a bandeira vermelha indica condições mais custosas de geração, com alta na tarifa de R$ 3 para cada 100 kWh consumidos.

Para a Aneel, a medida deve diminuir o consumo de energia e, consequentemente, o valor da conta de luz. “O avanço da tecnologia permite usar menos energia para atender a uma mesma necessidade. Ou seja, obter o mesmo conforto ou os mesmos serviços com uma quantidade menor de recursos energéticos”, diz a agência.

A jornalista Marli Coelho, 58, não concorda com a mudança. “Acho que é só mais um pretexto para aumentar a tarifa”, responde. Ao contrário da estudante Adriana Ribeiro, 22, que vê na nova medida mais vantagens para o consumidor, como o gerenciamento do consumo de energia. “Se a cada mês receberemos sinais que avisam a situação de nossas usinas em relação à reserva de água, pensando na minha reação e na de outras pessoas também, ao ver um sinal vermelho na minha conta, por exemplo, meu pensamento será de que preciso economizar, não só pela questão ambiental, mas também financeira”, diz.

Segundo dados da Aneel, atualmente pouco mais de 60% da matriz energética brasileira vêm das usinas hidrelétricas. As térmicas representam menos de 20% neste universo. As outras fontes de energia utilizadas no Brasil apresentam percentual ainda menor, como a biomassa, a solar, a eólica e a nuclear. O país conta, hoje, com mais de 3,4 mil usinas, das quais mais de 1,1 mil são movidas a água.

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Natural de Malhada de Pedras, é jornalista pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e pós-graduado em Comunicação e Marketing em Redes Sociais, pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC).



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